domingo, 23 de novembro de 2008

TODO MUNDO É MASOQUISTA HARD!

*baseado em uma historia real. Aliás, baseado em várias histórias reais...

Uma amiga minha, lá do interior do sul do pais, me informou que finalmente viria a São Paulo conhecer um clube fetichista. Seria sua primeira vez em um lugar assim.
Eu estava contente com sua visita, mas também ansiosa, pois ela era totalmente inocente. Eu sabia que era preciso ir aos poucos com ela.... Sabia que ela teria uma overdose de informação, e estava disposta a dar o melhor de minha sensibilidade para recebe-la com carinho e cuidado.
Estava tudo combinado. Nos encontraríamos as 22 horas.

Só que aquele dia houve uma tempestade, e me vi presa no transito. Perdi a hora. Ela, por sua vez, estava tão ansiosa que chegou por volta das nove. Eu entrei no clube precisamente à meia noite.

Cumprimentei alguns amigos, rapidamente, e segui procurando minha amiga. Liguei umas duas vezes no celular que não atendia. Achei estranho. Percorri o local e, não a encontrando, perguntei a um amigo:

- Por acaso você viu uma loirinha por aqui? O Nick dela é ******. Estou preocupada porque ela é nova no meio... deve estar meio perdida e...
Meu amigo me interrompeu com uma risada maliciosa:
- Olha, se for quem eu estou pensando, você não precisa se preocupar. Ela acabou de ir pro Dungeon fazer uma cena.

Fiquei muda. Imaginei a principio que se tratasse de um engano, mas... como realmente o Dungeon era o único lugar em que eu não a havia procurado, percebi que meu amigo poderia ter razão.

Abri a porta do Dungeon... Não conseguia ver direito o X.

Um Dom e uma Domme se alternavam, batendo em alguma bunda que eu ainda não conhecia. No exato momento em que eu entrei, a Domme usava uma paddle de borracha e o Dom se virava, buscando o chicote longo na mala. Nisso a menina no X se virou curiosa, e pude comprovar. Era realmente a minha amiga do interior do sul do país.

Era sua primeira vez ali.

O Dom marcou sua pele 12 vezes com a ponta do chicote longo.

Vi que a Domme conversou com ela por uns trinta segundos e se ausentou, retornando depois, com agulhas e luvas descartáveis.

Foram colocadas mais de 100 agulhas em suas costas.

Saí. Ela estava nas mãos de dois Dominadores bastante respeitados no meio. Ela tinha mais de 18 anos. Ela parecia estar se divertindo. Sentei com duas amigas masoquistas, e conversamos um pouco.

E pela primeira vez, duas masoquistas conseguiram me entediar!

Era cada uma contando de sua “aventura” mais chocante. Uma tentando ofuscar as peripécias da outra. Até o ponto no qual eu já não ouvia mais o que diziam, apenas palavras dispersas enfatizadas, repetidamente: “....LONGO.... AGULHAS.... MAIS DE 200.... ROOOOXA!..... UM MÊS MARCADA..... MASOCA... SUPER MASOCA.”

E pela primeira vez na vida, eu que sou eu, fuji de duas masocas bisexuais!

Eu simplesmente não agüentava mais.

Tudo bem que hoje em dia todo mundo é masoca hard. Mas ficar ali fazendo contabilidade de quem teve mais picadas, ou as marcas de quem duraram mais tempo já começava a ficar mais chato do que ver TV aberta de tarde.

Fui para um canto. Sentei-me com um podo. Tomei minha coca enquanto ele bebia uma cerveja e contava piadas. Me senti segura. Ali. Do lado do podo.

E eu ficava pensando...

Puxa, eu gosto de saber das cenas que acontecem. Sempre amei sentar com amigas pra conversar, ver as marcas. O que havia de diferente agora?

E foi o podo que me falou: “O problema é que agora, com essa nova modinha, isso tudo muitas vezes não é feito por prazer, mas sim por puro orgulho. O “contar”, o “mostrar as marcas e fotos depois” se tornou o objetivo principal. E antes as pessoas iam aos poucos descobrindo seu potencial. Hoje em dia qualquer um chega e apanha até pedir piedade. É muito fácil!”

E eu concordei com o podo, em parte.

Mas ao mesmo tempo, se é pra ser assim, que seja! Eu não vou virar moralista das chicotadas.

Agora, eu tive que assumir. Para mim, esse cenário todo tava ficando cada vez mais chato. Eu não sei... Mas tudo isso... Devia ter algo de especial. Devia ser tratado com um pouco mais de carinho. Fetiches são para serem vividos. Mas também, são preciosos demais parar virarem mera guerrinha de egos...

Ou não. Afinal, minha amiga parecia tão feliz no X...

Mas aí ela voltou. E eu, lógico, perguntei:

- E aí? Que achou de tudo?

E a resposta me surpreendeu:

- Ah, tavi.. Foi bom, mas... um tanto superficial!



= O

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Longe de qualquer problema... perto de um final feliz.....


E do pranto fez-se o riso...
Alguma coisa em mim me fez acordar no meio da noite puxando o ar com toda a força de meus pulmoes.
Era Vida! Gritando depois de tanto ter se calado. Me açoitando com a força de um sobrevivente. A Vida, tentando reinar em mim, assustando a dor e as sombras... Abrindo berreiros, desdenhosa e segura de si.

Eros, com uma flechada certeira atingiu a foice de Tanatos e os dois seguiram juntos... rindo e contando piadas por aí, curtir a manhã nos jardins da minha mente.

Lobotomia? Crise de mania?
Sei lá

Fiquei feliz. E o Desejo libertou-se da Morbidez com uma força que guardava há muito tempo... exatamente pra isso. Jogou-a na parede em um estupro violento... gozou dentro dela tantas vezes até deixa-la toda branca por dentro. Transformou-a em Alegria... Morbidez Alegre de mim...
Eu sei, eu sei que quem nasce pra ter alma melancólica nao muda. Jamais. Não definitivamente.

Mas "enquanto tarda o escuro e o abismo", quero ir pra festa!
Só que pra MINHA festa. Para o que é festa pra mim! Só pra mim.

Me afastei um pouco do MSN, Do BDSM, da TPM e de todas as demais siglas. É hora pra palavras inteiras!
Nao me afastei totalmente... ali tambem encontro pessoas MUITO queridas.
Mas reencontrei prazeres esquecidos.

E de repente, nao mais que de repente... Eu soube:
Não importa o que aconteça...

Eu vou ficar bem!
=)


"Birds flying high
you know how I feel
Sun in the sky
you know how I feel
Reeds driftin on by
you know how I feel

It's a new dawn, It's a new day,
It's a new life... For me
And I'm feeling good

Fish in the sea
you know how I feel
River running free
you know how I feel
Blossom in the tree
you know how I feel

It's a new dawn. It's a new day.
It's a new life.. For me
And I'm Feeling Good..."
(nina simone)

domingo, 2 de novembro de 2008

PIADINHA INCIDENTAL...


A sub amarradinha na banheira, enquanto a agua subia, pede, delicadamente ao Dono:
- Senhor, posso fazer um pedido?
- Pode.
- Eu te imploro.. por favor... por favor...por favoooorrr.... nao tenha um ataque cardíaco agora!!!
=)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tristeza



A minha tristeza é a maior do mundo! (E cada um que pense isso da sua!)
Aquilo que ME atinge... que Me derruba ...

Acho que sei ficar triste como ninguém. Eu namoro a tristeza. Eu a encho de poesia. Assisto a lagrima rolar como quem observa uma obra de arte. Eu me sento, triste e olho pro espelho... escorrego para o chão como se houvesse trilha sonora. Deixo os cabelos tocarem o tapete... e julgo a cena como um diretor exigente e perfeccionista.

Porque assim, talvez, se eu converter tristeza em arte, talvez eu a sublime...

Assim minha atenção diverge dos problemas, e eu penso no belo, apesar da dor.

Mas hoje... hoje não há nada artístico na minha tristeza.... hj ela se mostrou solitária e desprovida de poesia. Tristeza real. Tristeza que não aceita subornos. Tristeza honesta, que é o que é.

Será o principio do fim?

E se for?

Que será que vem depois do fim?

“Eu nem sei por que me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim”

...



quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sobre A Menina Que Nunca Dorme...


Branca de externalizaçoes. Sutil ao extremo. temerosa, excessivamente respeitosa. Pálida. Silenciosa.

Foi assim que ela entrou na minha vida.

Mas no olhar, ela carregava um mundo de intensidade...

E assim, a cada semana ela trazia um novo tom. Um rosa pálido, um azul tranqüilo, um verde discreto que queria florescer.

De repente um vermelho desespero criou uma chance de aproximação. Eu deveria fazer uma escolha. Me ausentar e me proteger ou acolhe-la e correr todos os riscos que se corre ao se abrir a porta a um desconhecido.

E a desconhecida discreta então foi se vestindo com todas as cores do arco-íris. Essa amizade nasceu aos poucos, com muito cuidado, de ambas as partes. Ela consegue ser tão desconfiada quanto eu. Ela também precisa de um tempo pra abrir as portas a uma nova amizade. Hoje, só posso sentir gratidão por termos nos dado esse tempo.

Então...uns 3 ou 4 meses depois de conhece-la, lá estava eu, saindo da internet as 4 da manha com o doce sabor de ter tido uma conversa com uma amiga, uma nova amiga, que ouviu meus dilemas e soube me trazer paz e esperança. Ela não me disse que meu problema “não era nada”. Ela não tentou me iludir. Mas ela me fez sentir que eu não estava sozinha.

E então... diversão, porque nem tudo é problema. Risos. Aventuras. Um ou outro segredo. Ligação. Conexão inexplicável. Companhia apreciada.

Diferenças também. Ela vive em um mundo a parte, em que não depende de aprovações. Ela faz o que acha certo, independente dos custos e conseqüências. Eu nem sempre concordo com ela. Eu sou definitivamente mais diplomática. Eu acho que sofro menos. Ela tem uma intensidade multicolorida. Ela sofre de sinceridade crônica. Eu as vezes erro tentando faze-la mais parecida comigo, ao mesmo tempo em que não quero de jeito nenhum que ela perca essa forma tão “honesta a qualquer custo” de ser.

Amizade que não se paga. Se aceita e se retribui. Dias felizes de se sentir “em casa” quando ela está por perto.

Um viagem de cumplicidade, carinho e doses aceitáveis de tiraçao de sarro. =)

E então... ela teve que ir para longe. E eu, esgoista, me pego melancólica pensando em mim. Em como serão os dias sem essa presença.
Nem lembro que ela, desconfiada que só, receosa com o desconhecido como é, parte para um mundo todo novo, todo branco. Um momento mágico, mas tenso também. Mas se não me preocupo muito com ela quanto a isso, é porque eu sei que ela vai preencher os vazios com seu perfume de doce aroma. Eu sei que ela vai descobrir novas cores, novos gostos, novas estradas.

E eu também sei que mesmo estando longe, ela se fará presente. Um e-mail. Um scrap. Uma conversa como as de antigamente pelo MSN.


Rayanah, minha querida amiga:

Tudo de melhor pra você nesse momento especial. E obrigada por tudo que fez por mim. Obrigada por me dar essa sensação gostosa de que não importa onde você esteja, eu tenho uma amiga com quem posso contar.

E volta logo! Onde eu estiver, tem sempre um lugar guardado, te esperando!

Beijos. Beijos mil!!!!!!!!

Sayonara!

domingo, 14 de setembro de 2008

No Games...Just Sport!



É verdade que minhas notas na escola eram boas. Que era pra mim que pediam ajuda nos trabalhos de Inglês. Que eu sempre terminei minhas redações mais rápido que o resto da turma, que em geral suava na carteira, tentando descobrir como passar idéias para o papel de forma minimamente ordenada. Amava história e esse amor era recompensado com no mínimo um 9. Geografia nunca foi problema. Eu assumo que matemática, física e química nunca receberam minha melhor atenção ou desempenho... Mas de alguma forma, no ultimo momento, quando eu entendia que por mais que eu odiasse essas matérias eu teria que passar de ano, eu estudava.. e aprendia...

Mas tinha algo que sempre foi meu terror: Educação Física. Era nesses momentos que a bad girl que havia em mim tomava posse do meu corpo e eu corria... não para o campo... mas pra alguma sala vazia e ali ficava, escondida, com uma ou duas aliadas que também tinham horror de bola. Algumas vezes fui levada à quadra praticamente puxada pela orelha e tive que me submeter a toda aquela algazarra. E eu não jogava mal (vôlei a parte). Eu simplesmente odiava o clima competitivo que tomava conta das doces meninas da minha sala. Algumas se transformavam... Lembro da bruna, uma baixinha, delicada... que ao entrar em canpo se tornava uma megera indomável e aterrorizava as goleiras, que receberiam suas boladas infernais. Ela virava um monstro faminto! Mais de uma vez vi a Fabrizia, a goleira oficial (uma versão feminina de Arnold Schwazenegger) correr e abandonar o gol desprotegido de medo da bruninha, que não passava de um metro e meio.

Mas uma vez posta em campo e humilhada pela professora que me pegava fumando escondida na melhor das hipóteses... eu até que me virava bem. Minhas notas nos esportes ficavam entre um 5 desleixado e um 7 suado. E eu perguntava.... já que eu não era a pior jogadora da sala, porque esse meu terror de entrar em campo?

Competição. Palavra maldita que causava ansiedade e tinha o poder de separar melhores amigas. Palavra desaforada que fazia tantas doces garotinhas ridicularizarem a performance das menos habilidosas. Palavra filha da mãe que gerava desentendimentos que nasciam nas quadras, mas se estendiam para todos os cantos da sala de aula por vários anos letivos.

Mas e aí? Se te jogam no campo, você tem que jogar.

E se você tem que jogar... se não tem outro jeito mesmo... o melhor é vencer.

Eu sou a favor da exterminação total dos jogos competitivos na educação física. Mas esse é meu ponto de vista. Radical e singular, creio eu. Isso é com quem elabora os programas disciplinares. Eu posso fazer muito pouco, ou nada, a respeito.

Mas sabe... depois dos anos escolares, não há quem nos obrigue a ter esse tipo de comportamento. Vai pro campo quem quer. Quem quer faz de sua vida um eterno jogo competitivo. E que prazer tem com isso? Depois de uma vitoria vem sempre a ansiedade do próximo jogo. Guerras de verdade, nunca terminam. Um tratado de paz não é algo confiável. Uma vez começada, a guerra vira um vicio, uma banal briga de egos na qual muitos se colocam, orgulhosos.

Não há vencedores. Há quem esta por cima nesse momento, essa semana. A próxima será diferente. Um novo stress, uma nova batalha.

Essa vida de jogador não é para mim. Não é por medo. Simplesmente passar por cima de alguém, me provar a mais esperta, a mais gostosa, a mais de qualquer coisa, não me faria bem algum. Gosto do que me tornei. Gosto de ser essa pessoa que não precisa desse tipo de afirmação. E eu não sou a melhor. Tenho plena consciência disso. Mas gosto de mim, com todos os meus defeitos e limitações. Gosto DEMAIS dos meus poucos amigos verdadeiros para me aventurar numa busca desenfreada pela solidão: o fim de todo jogador da vida.

Então... é isso que eu queria dizer hoje. Se possível, não me puxem para o campo. Eu prezo demais pela harmonia de viver fora das quadras.

Beijos com muito carinho! E bola pra frente!

=)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Porque Eu Nao Dormi Esse Fim De Semana



-Uma chacara, 11 amigos, uma lareira.

-Material “bélico” pra todo lado.

-A rayanah desfilando em seu pijama “rosa-avó”

-O Christian tomando tombo na entrada da casa as 3 da manha.

-Verônica de chef de cozinha, mandando bem. Eu e rayanah picando cebola, mandando mal!

-“A cidade dorme. Assassino, quem você vai salvar? Enfermeiro, quem você vai investigar? Detetive, quem vc vai matar?”

-Por algum motivo estranho... houve uma noite em que todos os homens passaram frio....Menos o Dimitri.

-Deusa_Kl falando na língua do “Ahn”

-Por algum motivo estranho, todos concordam que o Kleiton é um homem a ser admirado....



Frases Célebres:

Frase Célebre de deusa: Eu??? Mas eu não fiz nada!!!

Frase Célebre de Rayanah: Na verdade eu nem dormi.

Frase Célebre de Lord Dragon: Eu não sou o assassino. Eu sou vítima.

Frase Célebre de Verônica: Eu não sou o assassino, Eu sou vitima.

Frase Célebre de Christian: Eu acho que eu vou acender a lareira...



Entrega do Oscar:

E o Oscar de melhor derrubador de latinhas com chicote longo vai para... Senhor Asgard

E o Oscar da melhor caipirinha vai para... Mr K Rock

E o Oscar da maior “dormidinha da tarde” vai para: (mayrika)Mr.K

E o Oscar de melhor ato corajoso vai para... Christian Sword of Gor por seu pulo em piscina gelada.




Bom, eu podia falar mais, mas como diz a canção, “Silence is Golden”

Apenas digo que ri como nunca, me diverti como nunca, e não vejo a hora de voltar pra aquele mundinho fechado em que se descobre o valor de ter amigos que não estão preocupados com os detalhes... que não ligam se tudo não sair do seu jeito... que toleram, que respeitam até mesmo os pequenos defeitos e falhas que todos nós cometemos... em nome de uma harmonia inesquecível.

E, se não for pedir demais... que da próxima vez eles acreditem em mim quando eu disser “EU NÃO SOU O ASSASSINO. EU SOU O DETETIVE!!!”

=)

tavi