
Que faço se ainda ouço teus passos
No vazio da noite, no meioDe todos os teus medos infundados?
Eu. Apenas eu. Por perto...
Longe de todas as jaulas de concreto
Que restringem os teus saltos,
Deito, sinto o chão, te beijo, chamo...
Eu vejo a sombra dos teus cabelos
Nas esquinas. Sinto o teu frio no vento
Forte que te leva sem destino
Eu ilumino o teu caminho
Com um desejo.
Me perco, não como, não durmo, jamais
Me cubro de neve e deliro
Eu juro que não te quero
E ainda grito teu nome
Em sonho... eu morro um pouco
Mas não te sigo.
Tu cortas os laços, serras os punhos
Todas as noites e dias
Em nome de algo ainda sem nome
Que sentes na alma e que eu bem conheço...
Tu pagas o preço do recomeço
E quem pode dizer que tu erras?
Ainda que saibas que ao te sentir
Passando... passando por mim... me firo,
Não pares. Prossiga e abrace
Tua liberdade que eu abomino
E admiro