quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ILUSÃO DE OPTICA?

E-mail de uma submissa para sua melhor amiga, relatando uma sessão:

Hoje meu Dono me testou... Bem no meio da semana, me surpreendeu com uma mensagem de texto: Quero você, as 4 horas me esperando na esquina do escritório. PS: Você deve estar usando apenas um vestido simples, curto, com nada por baixo. E leve consigo um pacote de velas comuns.

Senti arrepios. Ele sabe o quanto exposição é difícil pra mim. Mesmo assim, mandou que eu ficasse na rua, exposta aos olhares. Eu adoro o quanto ele me observa, sabendo meus pontos fracos e como trabalhá-los.
Entrei no carro, e ele mandou que eu permanecesse em silencio até que chegássemos. Fiquei muda o caminho inteiro, o que despertou minha ansiedade e minha libido.
Ao chegarmos ao motel, ele usou algumas estratégias de humilhação. Me deixou deitada, e ficou assistindo a um filme porno, elgogiando a performance das atrizes, como se as desejasse muito mais que a mim. Tudo isso pra depois me compensar com vários minutos de sexo intenso, e violento. ...
Depois, me amarrou e deixou-me presa por 40 minutos. Fui às nuvens, estando tão indefesa. Eu o adoro por isso. Ele sabe exatamente o que fazer para despertar em mim sentimentos tão deliciosos.
Me desamarrou ao voltar e usou em mim um chicote de três metros... Em cada golpe eu sentia o seu cuidado, o seu desejo sádico, e eu, honrada por ter sido escolhida para a estréia de seu novo chicote, sorria o tempo todo... Ele voltou do banho e ainda me presenteou com uma sessão de velas. Eu tenho um pouco de dificuldade com isso, mas ele foi bem compreensivo. Foram somente alguns pingos, afinal, ele conhece os meus limites e os respeita...
Deixou-me no metro, após ter me ordenado a sair do motel sem tomar banho, sentindo em mim o seu gozo...
Cada vez mais me convenço de que encontrei tudo o que procurava. Um Dono capaz de me perceber, me conhecer, me observar, e tirar de mim o melhor!


PS : Querida, o Dono disse que tem um amigo, um Dominador sério, 12 anos de experiência que ele queria apresentar pra você! Tomara que de certo!!!!!!!!!!!!!!!!!

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E-mail do Dominador, para seu melhor amigo, relatando a mesma sessão:

Cara, essa coisa de ser Dominador está finalmente se pagando!

Essas submissas são sem duvida o melhor custo-benefício, em se tratando de mulheres.
Ontem acabou a luz no escritório. Fiquei meio sem ter o que fazer, morrendo de tédio numa sala escura. Ah, liguei pra sub... hehe! Na verdade eu só mandei um torpedo e ela apareceu na porta do escritório. Já mandei a doida vir com pouca roupa, que da ultima vez ela me pareceu com um corset.... Mó preguiça abrir aquela coisa e ela é tão tontinha que sozinha ia demorar um ano.... comi ela de corset mesmo (HUAHUAHUA). Ontem já mandei vir preparada.
Bom. O problema de comer essas minas é que elas vem sempre com papo cabeça sobre dominação psicológica, sobre o que é submissão... Mas eu já to ligado no esquema. Dei ordem e ela foi muda até o motel. Nossa. Quase gozei ali. A mina é muito chata!
O lado ruim é que, sei lá, eu não tenho muita atração por ela. Mas eu num sou dominador? Eu to esperto, malandro!!! Pus um filme porno.. Nossa, tinha umas minas muito gatas. Cara, tinha uma loira tão linda que eu dei um fora animal. Fiquei falando da mina do filme pra sub. HUAHUAHUA. O mal de motel é que tem filme a vontade, mas não tem mano pra comentar..... Bom, já foi, paciência.
Aí depois, parti pra ataque!! HEHE. Fiz tudo o que quis. Essas minas são assim. Tem um papo meio estranho, mas a trepada compensa.
Ow, cara, conheci uma no chat essa semana. Gatinha mesmo... Só que ela disse que é hard e tal. Hard é assim, a mina que pra comer tem que bater mesmo... pra valer. Totalmente pirada. Mas beleza. Comprei um chicote de cavalo no mercado livre. Tava meio gasto, mas foi o que deu. Aí ontem testei na sub no motel. HUAHUA... COMÉDIA CARA!!! Não é fácil como eu tava pensando. Quase arranquei um pedaço da orelha da coitada.... Ainda bem que ela num falou nada... Vou ter que treinar mais pra conseguir sair com a loira do chat.
Bom, deixei a doida amarrada, tomei um banho de hidro, e em menos de duas horas eu tava de volta no escritório... ainda apareci com um pacote de velas que mandei a sub comprar. HEHE... Meu pagamento, né... quem pode, pode. É lógico que eu tive que fazer uns pingos nela, pra não ficar na cara... Mas num gastei nada. Saí o pacote tava novo. 6 da tarde eu tava deixando as velas na mesa do meu chefe... o que pegou bem... o cara ainda ia ficar no escritório até as sete, na penumbra.
Comi a sub, num tive encheção de saco, e ainda fiz uma média no trampo.
Meu, e já to arrumando uma amiga da doira pra você! Cara, escolhe logo esse nick aí que cê não sabe o que está perdendo!!!!!!!!!!!!!!!!


HUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!!!!!!!!!!!


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DISCLAIMER: Tá, não to dizendo que  é sempre assim, mas as vezes é bem assim... rs







Olhe fixamente para o ponto preto. Depois mova o corpo para frente e para trás.
Imagem criada por Phillippe G. Schyns e Aude Oliva

sábado, 21 de novembro de 2009

EU, LIVRE?

Não, jamais... A liberdade não existe.
Eu não a quero. Eu não a superestimo... Não a idealizo.
Sou posse de tanta gente, de tantos lugares... de tantos cheiros e de tantas lembranças que mudam, se revezam em minha mente da hora que acordo até meu rosto voltar a tocar um travesseiro.
Sou posse dos meus amigos e das pessoas que amo. Me visto pra elas. Me moldo, por elas. Mudo de intensidade e sabor, pra cada uma delas.
Mas hoje, só hoje... só esse mês, talvez só esse ano, não quero nomes no meu pescoço.
É preciso desfazer alguns nós, pra que a corda não se rompa.
Eu preciso dormir uma noite sozinha, em uma cama minha, pra que eu não me perca.

Mas guarde uma coleira pra mim... Quem sabe o tempo... Quem sabe a vida... Quem sabe...
Agora não. Me aceite, solta. Deixe de lado as correntes. Ainda é tua boca que beijo. Ainda é o teu corpo que recebo. Ainda dependo do cheiro do sangue que tiras de mim, porque permito.
Mas assim: nesse formato novo, único, estranho e incompreendido.
Depois, aceito um final feliz, se ele estiver no meu caminho. Guarde uma coleira pra mim...


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ANDROGINIA

Simples assim.
Acordou e não havia sequer uma carta de Adeus.
Ela se fora e levara com ela até as cartas de amor antigas. Até as canções.
Ele ficou horas e horas jogado na cama vazia, tentando imaginar o porquê.

Rastreou sua mente buscando por culpas, por falhas, e não as encontrou.
Lembrou cada palavra das ultimas conversas e não havia palavra torta. Os beijos tinham sido todos perfeitos. Os momentos, todos mágicos. Os toques, cada um deles intenso e avassalador.
Olhou também para os seus sentimentos por ela. Estavam todos ali, como sempre haviam estado. A única macula agora era a tristeza e essa dor aguda, no meio de tanto amor e desejo.
Ele estava perdido. Chorou e em seu choro perguntou-se se ela podia senti-lo. Se pudesse, ela saberia que há certas coisas que não se faz. Até um abandono é aceitável. É um direito de todo ser que ama deixar de amar. Mas abandono sem explicação é crueldade. E crueldade não é aceitável.
Ele então se convenceu de que tinha de fazê-la saber de seu sofrimento. E teve algumas boas idéias. Mas quando era hora de colocá-las em prática, algo o segurava. Ela sabe – ele pensava – Ela sabe e simplesmente não se importa.

Olhou no espelho. Odiou suas vestes de homem. Despiu-se. Odiou então o próprio membro. Odiou-se por ser homem e não saber. Se fosse mulher, pensou, certamente saberia o motivo do abandono. Com certeza a essa altura, algum ombro se dizendo amigo, revelaria comentários e desabafos antigos que explicariam o fato. Saberia ele porque havia sido condenado a tão dura pena. Seria digno, como são dignos os criminosos na prisão, a quem não se nega o direito de conhecer a acusação que pesa contra eles. Lembrou com certa inveja, de que mesmo aos assassinos se dá o direito de defesa, o direito de ter sua vida exposta e dissecada em julgamento. O direito de ver os lábios das testemunhas que os destroem moverem-se, e de impor que elas não digam nada até que façam um juramento. E nem aos que se encontram no corredor da morte, aguardando execução, é negado o direito das ultimas palavras. Já as dele, lhe foram negadas. Nada lhe foi perguntado. Nada foi considerado. A ele só couberam a condenação e o silencio.
Talvez fosse ainda pior. Talvez não houvesse um fato, uma desconfiança, um mal entendido. Talvez ela tivesse simplesmente se cansado dele, como cansam tantas vezes os amantes uns dos outros. E tivesse optado por evitar o transtorno de ter que explicar. Talvez não soubesse ela, ou não quisesse, lidar com a tristeza que causava.
Mais uma vez, ele chorou, agora frente à certeza de que nunca saberia o porquê.
Depois, derramou ainda algumas lágrimas que brindaram um passado de sentimentos tão fortes, de um amor inexplicável, de uma ligação incomum, de sonhos, tantos sonhos, que ela havia renegado, e que ele, deveria, com o tempo, aprender a renegar também.
Chorou a solidão. Só ela o completava.

Andou então até o retrato dela, abandonado na estante. Admirou mais uma vez seus traços doces. Correu os dedos, tocando-lhe a imagem dos cabelos. Deixou até que seus lábios tocassem os dela, estáticos e frios, protegidos pelo vidro. Desnudou-a dessa proteção. Pegou a foto, já sem moldura, nas mãos tremulas. Em um impulso violento, quis rasgá-la. Não pode: era ela!
Mas teve forças de agarrar um lápis oportuno que deitava na mesinha. E sob os lábios delicados, pintou-lhe um terrível bigode.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ULTRACOERENCIA!

Já sentiu, alguma vez, que as pessoas te cobram uma coerencia um tanto incoerente?
Já te pareceu que dependendo do que seja mais oportuno, uma pisada de pé vira um crime hediondo, ou é simplesmente ignorada por muita gente? Já sentiu que, no meio disso tudo, te cobram posturas opostas sobre assuntos que não te dizem respeito, e que, cada um espera de ti a postura que vá melhor de acordo com sua conveniencia? Já sentiu que, sobre algum assunto, não importa o que você diga, será crucificado por um grupo de pessoas, e que até se permanecer neutro ou indiferente, será acusado de alguma forma e pagará caro sua discrição? Então você também conhece bem o peso da "ULTRACOERENCIA" que nos é cada vez mais exigida nesse admirável mundo novo ....



Eu vinha andando com a sub x... Passou a sub y, e me cumprimentou:

- Tavi! Tudo bem?

- Tudo! E vc, como tá?

- To bem... Preciso ir... vamos ver se nos encontramos aí pelo mundinho virtual!

-Vamos sim! Até mais!

E seguimos andando. Mas notei que minha amiga olhava pra mim com olhos imensos e questionadores. Viro eu e pergunto a ela:

- Que foi? Tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
- EU é que te pergunto! Você cumprimentou a Y?????
- Ué!? Cumprimentei... você não viu?
- Ah, ver eu vi... Mas não pude acreditar... Você e ela... tão superamigas agora? Batendo papinho na rua... marcando encontro no MSN...
- x, eu não to superamiga dela... nem bati papinho... e que eu me lembre, eu nem marquei encontro.
-Ai! Como não! EU VI. Voces marcaram de conversar no MSN
- Não. Não marcamos de conversar. Ela foi gentil e comentou algo sobre nos vermos online.
- Ah, tá... comentou... e vc foi logo dando corda!
- Dando corda? Peraí, x, eu só concordei... não marquei nada especifico. Que tem isso de mais?
- Nada...Você sabe o que faz.
-Sim. Eu sei
-Tá bom...
-Tá.

(Silêncio Mortal...)

- Tavi, eu não acredito que vc a cumprimentou!
- Ai, meu Deus! Por que? Que tem cumprimentá-la?
- Ai, tavi! Você não sabe que a sub C terminou com o Dom H por causa dela? Parece que ela marcou sessão com o Dom H, mas a sub c não gostou nada disso...
- x, eu não conheço a sub c.
- O ponto não é esse. Todo mundo sabe o que a Y fez. E vc sai agora combinando coisas com ela, defendendo uma pessoa que fez uma coisa absurda. Primeiro que não fica bem.
- x, to pouco me lixando se não fica bem. Já te disse que eu não viro a cara pra ninguém sem motivo.
- Ai, tavi, vc não ouviu o que eu falei? Ela foi culpada pela sub C ter devolvido a coleira! Isso não é motivo? Então disso eu devo inferir que se o meu Dono marcar encontro com alguma sub que eu não goste e por isso eu tiver que devolver minha coleira, no dia seguinte vc vai estar por aí de papinho com a vagabunda da sub que causou todo esse mal pra mim. Grande amiga vc, hein! Amiga da onça!
- x, pelo amor! Se alguém DE FATO, INTENCIONALMENTE te fizer mal, eu vou ficar muito puta da vida... Se bem que essa historinha aí que vc citou é um absurdo... Se vc é sub e teu Dono já te disse que vai fazer cena com quem quiser, eu não vou virar a cara pra ninguém só porque fez cena com ele. Esse é o acordo de vcs.
- Tá... eu já entendi!
- Entendeu o que?
- Voce está falando isso pra defender a Y.
- x, não tem nada a ver com a Y... eu num to defendendo ninguém. Não sei da vida da Y. Pelo pouco que eu ouvi agora não dá pra saber se o que ela fez foi certo ou errado, tá legal?
- ai, tavi. Viu como vc está sendo incoerente!
- Incoerente? Como assim, x, tá doida?
- É uma coisa lógica, tavi... Vc acabou de dizer que não põe a mão no fogo pela Y, mas há cinco minutos estava não só cumprimentando a Y, mas também marcando encontrinhos com ela no MSN. Isso é falsidade!
- Que falsidade, x? Eu não disse que detesto a Y, nem que ela tenha feito algo absurdo, nem nada. Eu só disse que eu não sei da vida dela. Não conheço os fatos, nunca conversei com ela a respeito da sub C ou do Dom H (que alias, eu nem conheço!).
- Bom, eu sempre vou achar uma incoerência vc estar tão ligada com uma pessoa por quem você mesma diz que não põe a mão no fogo.
- x, eu não ponho a mão no fogo por ninguém que eu não conheça intimamente, por anos. Se eu parar de cumprimentar todo mundo que eu não conheço completamente a ponto de assinar embaixo que são ótimas pessoas incapazes de fazer mal a uma mosca, eu teria, por coerência, que parar de cumprimentar muita gente, mas muita gente mesmo!
- Sei... vc está dizendo que odeia seus amigos?
- Não... Não... Não, x. Eu to dizendo que conhecer alguém leva tempo. Confiar, leva mais tempo ainda. Mas o processo é válido. A vida não é tão branco no preto assim. Tem milhares de outros tons... Tem gente que hoje eu conheço pouco, e ainda não confio, mas vou, se vc me permitir, continuar cumprimentando, e assim, pode ser que um dia, essa pessoa se torne um amigo de confiança, por quem eu ponho a mão no fogo sem medo nenhum. Tudo isso leva tempo!
- Pois eu acho que não tem o mínimo sentido você cumprimentar e ficar de conversinha com alguém em quem vc mesma diz que ainda não confia completamente.... tavi? Tavi, pra onde vc tá indo?
- Embora, x.
- Mas por que?
- Por coerência!

=)

sábado, 19 de setembro de 2009

SEX SEX SEX

De todo o jeito.. De cada forma...
O proibido e o convencional...
Com oléos de massagem... com morango... com mordaça... Com gotas de cera quente
Ou cowboy... só nudez e gozo....
Sexo bom... sexo gostoso

Sexo corrido... rapidinhas em lugares estranhos e frios...
Na cama, com mil lençois que voam
No carro, batendo o joelho no cambio
Em camera lenta... Em alta velocidade!

Sexo Falado, gemido, baixinho ou gritado
Estupro Consensual... ou com roupa de colegial...
Heterosexual.... Gay... Transgressor da Moral

Na spotlight, sem vergonha nenhuma
Sexo em publico... Sexo no escuro... Sexo Secreto
D/s... SM... Ouvindo meu nome, ou o nome de outra qualquer...

Sexo chorado... que dói e desespera...

De frente... de trás... "meio sexo" em língua voraz.

Sexo interrompido.... sexo não concretizado...
huumm... Sexo Sonhado!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A MASOCA NÃO ESTAVA

A noite era linda e quente, e muitas estrelas estavam presentes, mas a masoca não estava.
Houve frustrações e desentendimentos. Eu ouvi coisas que não queria ouvir e disse coisas que não queria dizer.

Ele estava lá e me deu colo quando precisei. Eu devo ter sorrido um pouco mais do que eu podia sorrir. E mesmo sorrindo, eu sabia que não estava bem. Eu sabia. Mais ninguém.

A noite seguiu seu curso. Vieram as vontades de sempre. Quando ele ria, era o riso sádico que eu conheço tão bem. E seu olhar era um aviso e uma promessa de que aquela noite não terminaria sem que se ouvisse o som dos chicotes. Ele estava inteiro, e forte. E eu parecia inteira e forte.

- Vai ter cena hoje? – alguém perguntou – Queria ver a tavi apanhar.

Essas frases, em qualquer outra noite teriam sido pra mim grande incentivo. Aquela noite, elas pareciam cruéis. Era tudo tão estranho. Tudo tão tenso e melodramático... E eu me vi frágil. Eu não gosto muito de me ver assim.
-Vai ter cena, Dono?

Ele acenou que sim.

Eu devia ter dito que não estava bem, mas fiquei olhando ele mexendo nos chicotes... Vi nele sadismo e desejo. Se eu dissesse que não estava bem e ele desistisse, eu teria raiva de mim mesma. Se eu dissesse que não estava bem e ele ignorasse, eu nem sei como me sentirua. Achei que fosse melhor não dizer nada. Tantas coisas já me entristeciam... eu não podia correr o risco de ter que lidar com uma avalanche de duvidas quanto a minha submissão naquela noite. Era mais fácil aceitar. E naquele momento eu precisava que tudo fosse o mais fácil possível. Me preparei e andei para o X, afinal, depois de uns cinco minutos sentindo os golpes, eu provavelmente me deixaria levar pelo prazer. Eu ficaria bem. Eu sairia de lá me sentindo tranqüila e anestesiada.

Mas os golpes vieram fortes e o prazer parecia ter se atrasado. Eu não sentia como eu costumo sentir. A dor não se sublimava, não me entorpecia, não causava nenhum dos seus efeitos mágicos sob mim. A dor era pura e cruel. Eu me sentia derrotada por um simples flogger. Era ultrajante! Eu sentia vergonha ... e medo de sentir mais vergonha.

Por duas vezes ele perguntou se eu estava bem, e por duas vezes eu menti.
Ele continuou e repentinamente, parei de sentir dor. Mas eu ainda sofria. Pela primeira vez parece que todos os meus pequenos problemas da semana, as dificuldades e desentendimentos daquela noite, a minha autocrítica e o meu perfeccionismo, tudo que me tirava o sono, me encontrou, no X. Isso nunca acontecia. Era como se eles tivessem descoberto meu esconderijo secreto, onde eu tinha paz...sempre... sempre... E a dor voltou nua... completamente nua.

Eu sempre soube que tem dias em que, por mais masoquista que seja uma pessoa, ela simplesmente não está bem e não vai receber a dor da mesma forma. Eu sabia, mas nunca antes havia estado em uma cena pesada numa dessas ocasiões. É importante uma sub dizer ao Dono como se sente, quando ele pergunta. Eu sempre soube. Mas eu simplesmente não consegui. Mais que isso. Eu menti. E menti muito bem.
Os golpes continuaram... A explosão de sentimentos que eles me traziam é difícil descrever. Havia prazer, sim. Mas também havia ansiedade, tensão e choro sentido. Eu não conseguia me concentrar. Pensava em coisas que nada tinham a ver com o momento. Eu não estava inteira ali.
Então veio o sangue... eu o sentia escorrer . Eu me sentia um pouco melhor. E a arrogância masoquista deu as caras por uns segundos... E u o desafiei... Um pouco porque achei que ele teria pena de mim, ou que já estivesse cansado pra continuar... Eu blefei. Eu fiz pouco caso da dor. Eu o desafiei.

Ele optou então por fazer uso do único de seus chicotes que eu, mesmo sendo orgulhosa como sou, seria capaz de implorar de joelhos pra ele nunca usar em mim.
Eu o vi pegar o chicote mais odioso do mundo no meu ponto de vista.
Eu não acreditava que ele faria isso.

Foram poucos golpes, mas certeiros e educativos ...e me passaram boas mensagens.

A masoca não estava. A submissa apanhou pela primeira vez nessa relação.

Apanhar por submissão não é fácil, e na hora, nem é tão gostoso... mas depois... depois de um tempo, a sensação de ter sido usada para o prazer sádico de um homem é simplesmente deliciosa.............................






Maaaasssssssssssssssssssss... da próxima vez que eu estiver assim, Dono, pode ter certeza de que eu vou te contar...rs... ou não? Ai... eu vou... eu vou...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mensagem do Espelho

E foi o espelho que me disse:

Acorda, tavi, que é dia, que nem só de noite se pode viver.

Lá no escritório, não tem X, mas ele é lindo mesmo assim. Lindo na sua exatidão. Na sua realidade. Lindo no mundo comum, das coisas comumente lindas da praticidade.

O dinheiro não brilha como roupa de vinil, mas é necessário, talvez mais ainda do que elas.

Em um jantar em família não se discute submissão, mas os parentes não escrevem *OFF* na porta de suas casas, nem passam temporadas afastados, nem repensam sua posição no meio familiar.

Acorda, tavi, que você não é comum, mas é normal. E é normal que as coisas comuns também te afetem. Acorda, tavi que viver só do que se gosta é uma conquista, que todo mundo faz muito do que não gosta pra poder, um dia, fazer só o que gosta e o que dá prazer.

Acorda que o teu sonho é teu e de mais ninguém. Que se você se esquecer dele, ninguém o conhece pra te lembrar. Ninguem vai te parar pra perguntar: Ei, tavi, e o teu sonho? Onde é que ele ficou, no meio desse labirinto?

As vezes sinto que olhando as pessoas que passam, fiquei só eu, sentada em uma calçada, e aqui já não passa mais ninguém.
Me sinto vivendo em um trem... olhando da janela a paisagem vazia na qual falto eu. Eu... correndo atrás das coisas que eu quero pra mim... Plantando as minhas rosas, no meu próprio jardim.

Acorda, tavi, que é tempo de olhar pra dentro. Hora de pedir conselho, ao invés de dar.

Acorda, tavi, que ainda não há o suficiente pra colher. Nem é hora de regar. Hoje é dia de plantar.

=)

"Durante muitos anos esperamos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capaz de nos oferecer felicidade apesar das duras provas. Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho..."
(Techo do Livro: Fugindo do Ninho - Richard Bach)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

DOM SECRETO, sub discreta...

A sensação do momento nos perfis agora é essa:
Tenho Dono. Faço um poema pra ele. Relato a ultima sessão, mas em nenhum momento, digo quem ele é!
Uso meu nome entre chaves, seguidas de misteriosos três pontinhos...
Quem será meu Dono??
TAN TAN TAN TAN
O DOM SECRETO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Ou esse cara tem muita sub mesmo ou o número de Dominadores que não desejam revelar seu nick tem aumentado. Me pergunto o por que disso...

Já me responderam que é uma questão de fetiche mesmo, de gostar do mistério, de ter tesão no segredo. Nesse caso, nada a declarar. Eu que acho até scat aceitável, quando é um fetiche dos envolvidos, que não vou dizer nada contra o prazer do mistério. Mas me parece que em 99,99999% dos casos, a história não é bem essa.
Tambem acho natural que se mantenha o começo de um relacionamento SM de forma discreta. Nesse momento em que nem Dom e sub sabem se querem mesmo investir na relação, é perfeitamente lógico que não se revele o Nick dos talvez futuros Dom e sub.

Eu me mordo é por aquela amiga que teria total orgulho em portar uma coleira do DOM X, aquela que entrou numa D/s, aceitando que era “muito cedo” pra revelar o Nick de seu amado Dono. Que viu os meses passarem e nada mudar a esse respeito, que engoliu as desculpas mais esfarrapadas de um homenzinho atrapalhado, incapaz de entregar o que vendeu.
É lógico que cada caso é um caso. Me cansa apenas ter que fingir que acredito que um Dom que se preze esteja escondendo os seus relacionamentos para “proteger” a sub! Proteger de que, meu Deus?!
A história que eu conto pra vcs, eu tenho certeza que vcs já ouviram ou leram... com outros Nicks, nas janelas dos MSNs da vida... Vamos dar uma espiada no MSN do Dom Secreto? rs

Dom Secreto: Olá, minha cadela!
Sub Discreta: Dono! Que saudades! O Senhor sumiu semana passada!
Dom Secreto: Ah, sim. É que eu estive muito ocupado no escritório durante a semana. E Sábado, bem no Sábado, tive a infelicidade de perder meu celular. Pra piorar, no mesmo dia, meu computador pifou de vez. Fiquei inacessível.
Sub Discreta: sim, Senhor. Entendo. Que pena! E sei como é... da sua casa o Senhor não tem como ligar....
Dom secreto: É. Minha mãe ainda está muito doente. Uma conversa no telefone pode fazer muito barulho pra ela. É complicado...
Sub Discreta: Mas tudo bem. Torcendo pra ela melhorar logo, Dono!
Dom Secreto: Sim, cadelinha. Mas o importante é que agora vc está aqui pra me compensar por tudo isso.
Sub Discreta: Senhor, tem uma coisa que eu queria te perguntar... Já estamos juntos há 4 meses. Será que eu posso contar pra minha melhor amiga quem é o Senhor? É que ela vive querendo saber. Ela não vai contar pra ninguém. Eu sei que ainda não é hora, que as pessoas fazem fofoca e que a fofoca, como o Senhor sempre diz, é um perigo! Mas só pra ela eu posso contar? Posso????????
Dom Secreto: Hummm... vc confia nela? Ela não vai contar pra ninguém?
Sub Discreta: Não Senhor! Jamais!
Dom Secreto: Bom... se ela não vai contar pra ninguém... então pode! Quem é ela?
Sub Discreta:Oba! É a sub caladinha.
Dom Secreto: Ah não! Então não pode não!
Sub Discreta: Mas por que, Senhor?
Dom Secreto: Ora, mas por que? Porque... sei lá por que! Olha, ela vai contar pra todo mundo. E ainda não é hora. Esse povo num merece saber. O que nós temos é algo muito especial. Quando chegar a hora certa, todos vão saber...
Sub Discreta: Sim, Senhor. Eu não quero que sintam inveja de nós dois. O Senhor é muito especial. Hoje em dia a coisa mais rara do mundo é um Dom que dá exclusividade. E o Senhor dá. Isso é maravilhoso. Mas, Senhor, lembra que tinha me dito que com o tempo a gente ia poder contar... quando já estivéssemos mais unidos, mais fortes juntos. Eu acho que esse momento chegou.
Dom Secreto: Ah... pode ser minha cadela. Mas é que eu não quero que você fique falada no meio.
Sub Discreta: Falada? Por ter Dono?
Dom Secreto: Ah, sim... as pessoas falam de tudo... se não tem Dono é puta porque não tem Dono. Se tem, é puta porque tem. O BDSM está cada vez pior.
Sub Discreta: É que, Dono... eu tenho um sonho. Eu queria muito um dia ir com o Senhor no Dominna.
Dom Secreto: Ah, cadelinha! Nem pensar! Cena publica não combina com a gente. Não temos que provar nada pra ninguém.
Sub Discreta: Mas Dono... todas as minhas amigas vão.
Dom Secreto: Isso não é verdade! A sub caladinha jamais pos os pés naquele lugar!
Sub Discreta: sim, mas só porque ela esta servindo a um Dom que não deixa ela ir.
Dom Secreto: Sim. E ele faz muito bem! A propósito, ela já te contou qual é o Nick do Dono dela?
Sub Discreta: Ainda não, Senhor. Ele a está protegendo das fofocas!
Dom Secreto: Ah! Pois muito bem... eu ia deixar vc contar pra ela o meu Nick, cadelinha. Mas agora não vou mais. É a lei da reciprocidade. Se ela não conta, vc não conta também! E assunto encerrado! Agora vou dormir. Quarta feira a tarde quero você me esperando. Teremos duas horas inteirinhas pra matar as saudades.
Sub Discreta: Sim, Senhor. Obrigada por pensar tanto em mim!

Enquanto isso, numa janela paralela do MSN de Dom Secreto.

Sub Caladinha: Ai, Dono de mim! Adorei o fim de semana! O Senhor é tão bom pra mim... Posso contar quem é o Senhor pra minha melhor amiga, a sub discreta?
=)

domingo, 19 de julho de 2009

Complexo de Complexidade...


Tenho um amigo que costuma dizer que cada pessoa tem um número limitado de assuntos que se revezam em seu discurso. E cada um, em cada conversa que tem, acaba sempre dando um jeito de levar as discussões para essas suas questões eleitas. No meu discurso e em meu pensamento, com freqüência está o tema das contradições humanas. Esse tipo de análise me fascina, e de uma forma ou outra, acabo sempre observando e ressaltando esse aspecto nos seres.

Outro dia reparei que dois dos meus autores favoritos, homens célebres e respeitados, também tinham suas contradições.
Diz a lenda que as ultimas palavras de Álvares de Azevedo foram: “Que lástima!”. Também é dito por estudiosos da vida de Machado de Assis, que ele morreu de tristeza, incapaz de lidar com a morte da esposa, Carolina.

Álvares e Machado. Um grande Romantico e um grande Realista, respectivamente. Sim, é verdade que Machado de Assis teve um pezinho no Romantismo, mas quem o ama como eu amo, e conhece um pouco mais a fundo sua obra, tem que concordar que ao render-se ao Realismo é que ele passou a escrever com a propriedade de quem acredita no que defende. E Álvares, o poeta da morte, do sombrio, fascinado por termos e enredos fúnebres, é indiscutivelmente um ótimo representante do movimento Romantico.
Sendo assim, me parece muito curioso o fato de que ao ver-se finalmente face a tão idolatrada morte, Álvares tenha se lamentado. Mais curioso ainda me parece o fato de Machado, desertor do Romantismo e Realista até o último fio de cabelo grisalho, tenha “morrido de amor”.

Concluo disso então: Contradição, se é bom pra eles, é bom pra mim!

E fico mais em paz sabendo que estou em tão boa companhia, quando me vejo perdida, pintando pontos de interrogação e desconfiando de textos por mim mesma escritos. Torço o nariz, muitas vezes, pra minhas próprias certezas (certezas?). Revejo e ponho em xeque, muitas de minhas próprias convicções (seriam elas então convicções?).

Só tenho relutância em ferir os meus princípios. Esses eu luto pra manter intactos. Esses permanecem, mesmo quando a ideologia na qual creio enfraquece em mim (obra da vida). Pois meus princípios não são construídos com base na ideologia que sigo. O que ocorre é o contrario. São meus princípios que me mostram no que me faz sentido acreditar, e no que me é impossível aceitar. Mas pequenas contradições, eu me permito. E ainda ouso dizer que é impossivel a qualquer pessoa com um mínimo de complexidade, fugir a longo prazo de cair em pequenas contradições. Eu me gosto assim, complexa. Não me importo de pegar atalhos inusitados, nem em vez por outra, sair do meu “normal” e surpreender. Vejo isso como um passo importante no nosso processo de aprendizado. As vezes sou criticada por isso, mas nem as críticas tem poder de tirar de mim o prazer de repensar, reconsiderar e de mudar de idéia cada vez que eu tiver bases sólidas pra crer que eu estava errada. Acaba que eu também escolho meus amigos dando preferência a pessoas complexas, cheias de vida e de magia, pessoas que anseiam por transformação e aprendizado, pessoas grandes demais pra se resumir numa verdade sem suaves incoerencias. E essas são capazes de entender, ou ao menos, tolerar os meus repentes. Afinal, pra elas também, o mundo é cheio de nuances. Não há nada mais enfadonho do que viver em um mundo que seja sempre tão preto no branco.
=)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ALMAS GENTIS

Cada vez me encanto mais com o orkut. E trago pra vcs um pouco do que penso sobre as coisas que vejo por aí. Gente, falsidade num é novidade. E tb num é privilégio de quem gosta de chicote. Mas tem uma outra faceta dela que no BDSM se sabe manejar de forma impressionante.
Eu acredito muito em diplomacia. E não vejo diplomacia como falsidade. Vejo como educação. Quando eu cumprimento alguem, eu não estou dizendo "olha, eu concordo com tudo o que vc diz e faz e te considero um amigão!" Ao cumprimentar alguem que eu conheço pouco, eu apenas estou dizendo "Olá! Eu te conheço e estamos no mesmo lugar. É uma ótima oportunidade para sermos civilizados."
É dificil alguem me irritar a ponto de não receber de mim nem um olá. Fiz isso poucas vezes na vida, e quero muito continuar a ser assim. Sempre digo pras minhas amigas que eu não deixo e dificilmente deixarei de ir a um lugar só porque não me identifico com fulano que pode estar lá.
Mas confesso que tenho enorme dificuldade em compreender demonstrações de afeto e carinho quando o afeto e o carinho em si não estão presentes. É lógico que as pessoas são multi-facetadas e que podemos admirar certas características de pessoas que nos decepcionam em outros aspectos. Mas um "Te adoro" pra ser bom, tem que ser de verdade! Um abraço apertado, tem que ser com as duas mãos, e não com uma no ombro e outra na faca.
Segue mais uma brincadeirinha sobre as coisas que acontecem de verdade. E espero que dessa vez eu nao tenha cometido a gafe de escolher um nick que exista mesmo. Qualquer semelhança com nicks reais terá sido mera desatenção de minha parte. É verdade, viu? Eu juuuuuuuuuro!!!!!!!!!!!!
rs


*Trechos retirados dos Srapbooks fictícios de Anjinha do Olavo e Doce viuvinha*


Doce viuvinha: Passando para agradecer sua gentil visita em meu perfil


Anjinha do Olavo: De nada, querida. Na verdade só passei porque vi seu nome entre as pessoas que gentilmente visitam a minha pagina, e passei para retribuir sua passadinha por lá! Tenha um lindo dia!


Doce viuvinha: Gozado... não me lembro de ter passado por sua página. Mas de qualquer forma, obrigada por ter me visitado antes, assim passei a conhecer esse anjinho que vc é!


Anjinha do Olavo: huuummm... a Senhora que é muito muuuuuito DOCE mesmo! Obrigada por tantas retribuições, muito embora eu não tenha a visitado primeiro, o que faz tuas repetidas retribuições mais gentis ainda!


Doce viuvinha: Oh, querida! Vc superestima minha doçura. EU sempre sou gentil com as pessoas que passam em minha pagina para dar uma olhadinha no que está acontecendo em minha vida. E a propósito, não precisa me chamar de Senhora. Eu sou sub. Tanto quanto você! E obrigada por tantas visistas ao meu humilde perfil!


Anjinha do Olavo: Peço desculpas. Achei educado chamar de Senhora por conta da sua imagem. Parece ser bem mais velha, ou melhor, mais experiente que eu. Sendo assim, não queria te faltar com o respeito. Muito menos questionar tua submissao (longe de mim!). Afinal, todos sabem que sub perfeita vc tem sido.


Doce viuvinha: Ah, siiiimmm... todos sabem muita coisa, viu! Inclusive tem se falado muito sobre uma tal sub de um certo Dom que de sub, não tem nada. Ainda bem que, como todos sabemos, não é o seu caso! kkkk


Anjinha do Olavo: Ah é? Piranha!


Doce viuvinha: Vagabunda! Se liga!


Anjinha do Olavo: Gostaria muito de entender como alguem pode descer tão baixo a ponto de ir ao meu scrapbook me chamar de vagabunda!


Doce viuvinha: Ah, querida. Por favor não me entenda mal. Chamei de vagabunda do bem! Uma vagabunda carinhosa. Porque você tem a sorte de não precisar trabalhar, mas está sempre por perto, se empenhando em encher nossas vidas de alegria. Te admiro e te respeito, minha vagabundinha querida!


Anjinha do Olavo: Ah, bom! E eu te chamei de piranha porque vc é do tipo que não aceita desaforo. Queria muito ser como vc. Ainda tenho muito que aprender com esse seu jeito piranha de ser. Me passa seu msn? Beijos!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Doce viuvinha: Claro, amorrr! Me add! Vou enviar por depoimento para mantermos a privacidade. Beijos querida! Te adoro, viu? E saudações ao Dono de ti!





=/

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ORKUTERAPIA


ATUALIZAÇÕES DOS MEUS AMIGOS:


Simplesmente Sub alterou seu primeiro nome para Sub do Jairo

Sub do Jairo: "Não tenho tempo pra mais nada. Ser feliz me consome muito" :)

Sub do Jairo: Nada se compara a ser uma verdadeira submissa!

Sub do Jairo: Dia Perfeito, com um sol Perfeito, ao lado do Dono Perfeito: SENHOR JAIRO!!!!

Sub do Jairo: Não me acompanhe que eu não sou novela!

Sub do Jairo: Não me inveje! Me supere! kkkkkkk

Sub do Jairo: Sou a alegria de quem me ama, a tristeza de quem me odeia e a ocupação de quem me inveja!

Sub do Jairo: Inveja mata! Pensei que tivesse amigas de verdade! Mas tudo bem. Sou a eterna sub do JAIRO!!!!!!!!!

Sub do Jairo: Nunca estive melhor!!!!!!!!!!

Sub do Jairo: Quem espera sempre alcança...

Sub do Jairo: O tempo passa lentamente para os que esperam...

Sub do Jairo: Quem não dá assistencia, abre concorrencia e perde a preferencia

Sub do Jairo alterou seu nome para Sub do Jairo *triste*

Sub do Jairo *triste* alterou seu nome para ...

... : Os homens são todos iguais!

... : Minhas amigas é que tinham razão!

... alterou seu nome para Simplesmente Sub

Simplesmente Sub: Também... o que se podia esperar de um homem chamado Jairo? kkkkkk

Simplesmente Sub alterou seu nome para Sub do Tony

Sub do Tony: "Não tenho tempo para mais nada. Ser feliz me consome muito!"



=)


*E atire a primeira pedra quem nunca recorreu aos benefícios de uma sessão de ORKUTERAPIA!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Uma História REAL!


Um Dominador perguntou a sua submissa:

-Você morreria por mim?

Ela responde, rapidamente:

- Sim, Senhor. Meu corpo existe por ti. Minha mente funciona para o teu deleite. Tudo que há em mim já não segue a minha lógica, mas já pertence a ti, Senhor de mim. Eu me derramo em teu cálice como vinho adquirido e inegavelmente teu, para que o beba ou o despreze. Assim também meu sangue, bastando apenas uma palavra tua, seria derramado para tua apreciação até que a ultima gota de vida em mim se esvaísse em uma entrega derradeira para suprir os caprichos de teu prazer.

“Follow your common sense...You cannot hide yourself... behind a fairytale…forever and ever”

Ele sorri e continua:
-Por mim, e apenas para satisfazer minha vontade, você abriria mão de todo e qualquer contato humano? De seus amigos e de seus familiares? De seu trabalho e de sua vida social?
Ela pensa por um segundo, e responde:
- E o que é minha vida senão o que o Senhor quiser dela fazer? De que me serve o contato humano que não o inclua. De que me vale um conselho que não o teu, ou uma presença que não a tua? Bastaria uma ordem de teus lábios e eu me isolaria em uma casa no topo de uma montanha e lá permaneceria pronta a abrir as portas para o Senhor e o Senhor apenas.

“Follow your common sense...You cannot hide yourself... behind a fairytale…forever and ever”

- E se fosse minha vontade você se submeteria as dores que eu quisesse te causar, mesmo que fossem maiores do que as que já te causei? Mesmo que fossem exatamente aquelas que me disse que não suporta? Mesmo que eu desejasse te bater até que perdesses a consciência e continuar te atingindo quando acordasse?
Ela toca sua propria pele alva e a acaricia com as mãos frias e tremulas, e responde com certa hesitação.
-Sim, Senhor. Se fosse esse teu desejo. Se realmente quisesses assim. Meu sofrimento é teu. Está entregue em tuas mãos.
Ela acompanha com olhar atento os movimentos das mãos dele, enquanto tranca a porta.

“Follow your common sense...You cannot hide yourself... behind a fairytale…forever and ever”

Ele caminha até um baú de Madeira e o abre.

“Follow your common sense...You cannot hide yourself... behind a fairytale…forever and ever”

-Senhor? – ela chama. Ele não responde. Ela insiste
-Senhor? O que vai fazer?

“Follow your common sense...You cannot hide yourself... behind a fairytale…forever and ever”

-Senhor? É isso o que deseja? Me açoitar até que eu desmaie? O que vai pegar?

“Follow your common sense...You cannot hide yourself... behind a fairytale…forever and ever”

-Não. – ele responde -Algo muito mais simples e menos drástico. Não se preocupe. É meu desejo apenas cortar seu cabelo. – Ele retira do baú uma tesoura grande e a mostra para a mulher jogada a seus pés.
-Cortar? – ela toca os cabelos negros e longos que lhe cobrem os seios nus – Cortar quanto, Senhor?
Ele toca seu rosto e se abaixa a observando calmamente. Entre os dedos segura uma mexa de cabelo da garota assustada, dois centímetros abaixo da raiz.

Ele vê o terror em sua fisionomia. Ela lança o corpo para trás. Ele investe em sua direção.
-Por que você faria isso? Digo, o Senhor... Por que faria isso? Não faz sentido...

-Sentido? De que vale a tua lógica? Tudo o que há em ti não segue a tua lógica, mas pertence a mim.
-Mas... Todos elogiam meu cabelo. Todo mundo gosta dele como é. Por quê?
-De que vale um conselho que não o meu? De que vale o que as outras pessoas sentem ou dizem?
-Senhor... Por favor, sabes como eu sou... Isso seria um sofrimento absurdo para mim.
Ele sorri e responde:
-Teu sofrimento é meu. Exatamente como você disse...

Em um impulso, ela corre para a porta e força a maçaneta. A porta está trancada. Ela a puxa com toda a força que tem repetidas vezes.
-As chaves – ele diz as tirando do bolso e balançando o chaveiro no ar. E as joga ao chão.
Ela rasteja em um choro desesperado. Aperta as chaves nas mãos, mas permanece prostrada. As lágrimas ainda escorrem. Ela sabe. Ele sabe. E ela sabe que ele sabe... Ela soluça mais de vergonha que de medo.
-Eu não sou sua! – Ela grita.

Ele sorri e guarda a tesoura. A toma pelas mãos, e a deita em sua cama. Usa o corpo de sua escrava para seu prazer. O açoita, da maneira que sempre fez. Deixa seu gozo e as marcas de seus chicotes no corpo da menina entregue e confusa que o serve. Ele a algema e a amordaça e a deixa dormir presa a uma argola aos pés da cama. De manhã, ele se levanta e toma um banho. Joga sob o corpo da escrava a roupa que deseja que ela use, e ela se veste conforme seu desejo. Ele ordena que ela permaneça em silencio absoluto até que cheguem ao carro. E ela cumpre a ordem.
Ele a conduz até o lugar onde mora. No caminho ela pergunta:
-Essa será a ultima vez que o verei, Senhor?
Ele ri.
-Não, menina. Tudo segue como antes.
-Mas agora... Agora o Senhor sabe das limitações da minha entrega. Sabes que não sou sua de verdade.
-Eu sempre soube. Agora você sabe. Acha que pode lidar com isso? Eu não quero uma ilusão. Não quero fantasia. Ouça o que eu digo... Não existe entrega completa. Não existe entrega de alma. Tua alma é sua. Não existe nesse mundo nada verdadeiramente incondicional. Apesar disso, essa noite, você, uma mulher absolutamente livre, optou por me servir. E eu dei as ordens que posso dar. E tive uma noite maravilhosa. Não, você não é minha. E ao mesmo tempo, você é minha dentro dos teus limites e de tuas possibilidades. Não é?
-Sim, Senhor. Tua. E me senti tua. E me sentistes tua. É isso que quer de mim?
Ele tocou seu rosto com ternura. A beijou. E depois lhe deu um tapa na face direita. Ela sorriu. E ele disse:
-Eu quero realidade. Eu quero o melhor possível.

*"Follow your common sense
You cannot hide yourself
Behind a fairytale
Forever and Ever
Only by revealing the
Whole truth we can disclose
The soul of this bulwark
Forever and ever
Forever and ever..."

=)

*musica incidental.... Cry for the Moon - Epica

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O incidente SUZAN BOYLE

Pra quem não sabe, Suzan Boyle é uma mulher de 47 anos que vivia até pouco tempo no completo anonimato. Passou de mais uma senhora desempregada da Escócia para musa do You Tube ao se candidatar para o concurso Britain´s Got Talent, , mais um desses reality shows em que talentosos desconhecidos procuram alguma notoriedade e chances de realizarem seus sonhos.


Há muita coisas que eu poderia dizer sobre Suzan. Poderia dizer que ela não tem o vocabulário mais sofisticado entre os britânicos. Poderia dizer que ela se veste como uma camponesa e que tem cabelos mal cuidados. Poderia dizer que ela me lembra a mãe italiana de um candidato a faz tudo da máfia que eu um dia vi em um filme qualquer. Quem a vê pisar em um palco, pode estranhar o fato de não haver pendurado em seu braço esquerdo um bom pano de prato. Ela parece uma daquelas grandes cozinheiras gordas que cheiram a alho. Mas o que eu TERIA que dizer, e o que importa que seja dito, é que ela escolheu cantar em sua audição, uma canção do musical Les Miserables e a cantou divinamente. Ela deixou todos os jurados a beira das lágrimas e fez o público inteiro aplaudir em pé seu subestimado talento.

Linda cena. Realmente.

Mas, sem querer de forma alguma arranhar o brilho dessa imensa vitoria de Suzan, me ocorreu um pensamento que divido aqui...

Já te pareceu estranho o modo com que as pessoas parecem se surpreender sempre que alguém feio realiza algum grande feito?

É quase como se fosse senso comum que gente feia não consiga fazer nada direito. E sempre que alguém como a Suzan dá uma dentro... Multidões vão ao delírio. Parece que, por algum motivo, é surpreendente que gente feia consiga fazer qualquer coisa!


Os jurados de Britain´s Got Talent fizeram todo tipo de elogio à performance de Suzan Boyle, mas ao ouvi-los, eu só conseguia interpretar aqueles elogios como grandes ofensas veladas... Talvez eu estivesse em um desses dias em que o sarcasmo me consome, confesso (como quando eu escrevi no blog um post sutilmente ferino sobre Vinícius de Moraes – que Deus me perdoe!).

Eles demonstravam toda sua surpresa e sua aprovação à bela voz de Suzan... E eu só conseguia imaginar os subtextos.... Os comentários que eles NÃO fizeram. Algo assim:

Jurado Um: "Estou absolutamente perplexo! Como pode uma voz tão linda, vindo de uma pessoa tão feia!"

Jurado Dois: "Meu Deus! Se meus olhos estivessem vendados, eu ao te ouvir, seria capaz de jurar que você era uma mulher atraente! Você canta tão bem! Você canta como uma mulher atraente!"

Jurado Tres: "Uau! Com a sua voz e o corpo da Britney Spears, você dominaria o mundo!"

Segue o Video do You Tube, pra quem quiser dar uma olhada.

http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk

WAY TO GO, SUZAN!

= )

segunda-feira, 18 de maio de 2009

LITURGIA É QUE É CONTRAVENÇÃO!


É engraçado que as vezes, tudo muda e ninguém parece perceber.

Hoje reli um tópico de uma comunidade sobre BDSM em que alguém (por quem tenho grande simpatia, cabe dizer) reclamava os seus direitos de não ser litúrgica. Quem tem boa imaginação, poderia quase vê-la ofegante,rasgando as roupas em desespero, gritando que achava liturgia uma grande babaquice. E que estava cansada de ser julgada como a “ovelha negra” do SM, só porque gostava de cenas publicas feitas sempre em um contexto de absoluta descontração. Para ela, pareceu-me, BDSM é algo simples e prático: Está com vontade? Vá e faça! Não está? Continue tomando sua cerveja (uma postura lógica e a ser respeitada, como qualquer outra) E ela parecia lutar muito por esse direito de ser respeitada nesse seu estilo, não litúrgico, até talvez anti-liturgico, de ser.
Quem não é do meio, e a vê, tão empenhada em seu ideal, poderia a imaginá-la como uma grande revolucionária, encabeçando um movimento novo e desconhecido aos tão retrógrados e puristas praticantes do BDSM, esses litúrgicos incorrigíveis que não permitem que no vasto leque do SM se abrigue qualquer um que não se ajoelhe imediatamente perante um TOP, no exato minuto em que notam sua presença.

E eu me perguntei: Será que eu e ela freqüentamos os mesmos clubes BDSM? Será que lemos os mesmos textos em comunidades, que conhecemos as mesmas pessoas? Será que vivemos o BDSM no mesmo mundo? Porque eu não vejo onde é que estão esses litúrgicos cruéis e intolerantes dos quais ela parece falar.
Como sempre posso estar errada em minhas analises, parei por um momento, tentando trazer á lembrança as ultimas 10 ou 15 cenas publicas que eu havia tido a oportunidade de presenciar. De fato, naquele dia, nenhuma delas havia sido algo que pudesse se classificar como litúrgico ou mesmo formal. Todas haviam sido cenas curtas, sem qualquer traço de reverencia ou tensão. Todas haviam sido cenas leves, nascidas como que de uma brincadeira. Em algumas, enquanto alguém apanhava no X em meio a risadas e comentários irreverentes, outros presentes nem observavam a cena, mas sim conversavam livremente, uns com copos de cerveja nas mãos, espontâneamente.
Tentei então relembrar, das pessoas com quem tenho algum contato, quais eu poderia chamar de litúrgicas, ao menos no que diz respeito a cenas e sessões SM. Achei uns 5 ou 6. Seguindo no exercício mental, consegui levantar entre meus conhecidos, em menos de 5 minutos, mais de 30 nomes de pessoas que realizam cenas na mais completa informalidade.

Cheguei a uma conclusão: Hoje em dia, Liturgia é que é contravenção!
Os litúrgicos, alem de serem minoria, por algum motivo, ainda recebem a fama de realizarem uma repressão que, no meu ponto de vista, não se verifica.

Não se verifica porque, os únicos litúrgicos de que consegui me lembrar, assistem as cenas dos não litúrgicos e as respeitam. Muitas vezes até fazem comentários que as exaltam em algum aspecto.

Nesse contexto, me pergunto, o que é igualdade?
Entendo que igualdade seria que não se apontasse como erro, nem a liturgia, e nem a falta dela. Que litúrgicos e não litúrgicos convivessem bem, sem que se pusesse a culpa pelos erros do SM, nem em quem se recusa a ajoelhar-se perante um TOP, e nem em quem se ajoelha prontamente, considerando esse ato uma demonstração de respeito.

Eu, que amo liturgia, me sinto a ovelha negra do SM quando leio posts que insinuem que liturgia é babaquice. Quem decidiu que se eu me ajoelho para meu Dono, estou desrespeitando aquela que cumprimenta o Dono dela com um tapinha jocoso nas costas?
Eu não me sinto ofendida quando presencio a irreverência. Eu sorrio para ela. Acho que é algo que demonstra intimidade. Acho que as cenas espontâneas podem ser lindas, também, dentro de um estilo que eu em geral não sigo, mas respeito.

Mas a mim, no que diz respeito ao tema, o que realmente encanta, arrebata, faz sonhar, é entrar em um Dungeon bem decorado, iluminado por velas, ambientado com musicas apropriadas e em que impera o silencio e a atenção do publico para com as cenas que se apresentam a seus olhos.
Gosto que existam sim, regras de conduta. Me agrada. Me envolve.
Gosto de simbologia. Gosto dos pequenos rituais. Gosto da organização.
Não imponho, nem tento impor a ninguém a liturgia que sigo. Até porque, ela exige um certo perfil. Não é todo mundo que se interessa. Esse é um ponto. Mas também não é todo mundo que é capaz compreende-la. E em geral, as pessoas que mais tiram sarro, que mais criticam, dizendo que se negariam veementemente a seguir essa liturgia, são exatamente pessoas que eu creio não terem nem mesmo condição de segui-la. Eu jamais as aconselharia a fazer as coisas que eu faço. Elas não querem. E eu não julgo que seria apropriado aos sagazes tiradores de sarro, o uso de rituais que são expressões de sentimentos intensos.

Digam o que disserem, eu que já freqüentei muitas plays litúrgicas afirmo que, o fato de haver toda uma ambientação e preocupação com a liturgia, não tira, de forma nenhuma, a força da entrega. Quem quer ser falso, é falso com ou sem liturgia. Quem quer simular, simula no silencio de um Dungeon a luz de velas, ou no barulho de um Dungeon informal. Liturgia não é falta de conteúdo. É exigência de conteúdo e expressão dele, de formas belas e cheias de símbolos.

Tenho amigos de todas as tribos e de todos os estilos no BDSM. Nunca deixei de cumprimentar ninguém ou de sentar a mesa com alguém apenas por ter um estilo diferente do meu. Mas o que vejo hoje, e me perdoem a honestidade, é uma divisão infantil. É quase como se houvesse uma mesa reservada para a massa critica, que está sempre pronta a ridicularizar toda e qualquer manifestação litúrgica. Que seria isso? Medo? Mas medo de que? Do diferente? Medo de que quem chega vá ser raptado pelos formais caso alguém não os oriente sobre os perigos da liturgia?

Que bobagem!

Seja Liturgico! Ou seja informal! Mas deixe de ser ANTI-LITURGICO. Isso sim é que é tirania!



=)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pink Poison


Lanço mão de minha alquimia
Paixões em tubos de ensaio
Junções quase sempre explosivas
Veneno Antimonotonia

É um medo, medo da vida
Posto em tão alta velocidade
Que se alia a uma estranha ousadia
Veneno Antimonotonia

Um choro no meio da noite
Ou um riso onde não poderia
Desprezo total por rotina
Veneno Antimonotonia

Desconforto no que é hereditário
Consolo na instável magia
Carta sem destinatário
Veneno Antimonotonia



;)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

PRA VOCÊ!

Pra você que tem uma simpatia gratuita por mim, que nem consegue explicar:
Obrigada. Muitas vezes, um scrap, um comentário, um abraço mais forte ao ser cumprimentada, salva o meu dia, melhora meu humor, me inspira e me resgata da melancolia.

Pra você que me ama secretamente:
Me honra! Mesmo que eu não possa retribuir, me sinto honestamente honrada. Meu coração está completo. Já encontrei o homem e a menina da minha vida.... Mas carinho é sempre muito bem vindo!

Pra você que me odeia, sem motivo aparente:
A primeira vista, eu pareço (dizem) muita coisa que não sou. Não sou metida. Sou sim, reservada ao conhecer alguém. Não me acho melhor do que ninguém, as vezes até ocorre o contrario. Talvez, se você achar que vale a pena e me der um tempinho, eu possa te surpreender positivamente. Se não, também, banana pra você!

Pra você que eu chamo de amigo (a):
EU NÃO SERIA NADA SEM VOCÊ. Sabe, existem poucas pessoas a quem me refiro com esse título, e se você é uma delas, te garanto que você é uma pessoa fantástica, rara, bela. Obrigada por me permitir caminhar contigo.

Pra você com quem eu pisei na bola:
Eu sei que eu sou as vezes radical. E que as vezes me afasto quando algo me machuca, sem muitas explicações. Isso não quer dizer que eu queira o teu mal. Te quero bem. Se puder, entenda os meus repentes. As vezes em mim a emoção ainda fala mais alto que a lógica. As vezes eu não sei voltar a trás. Estou tentando melhorar. Se possível, me perdoe. Se valer a pena, me procure. Ou então manda uma banana pra mim e pronto que as vezes eu erro feio. Sorry...

Pra você que tem inveja de mim:
Não gaste seu tempo comigo. Fica feio... Procure seu próprio caminho. Invista mais em você do que em mim. Já dizia alguém que ter inveja é como comer algo ruim e esperar que o outro passe mal.

Pra você que eu amo:
Vem mais perto... encosta... me abraça... que eu te digo no ouvido o que eu tenho pra dizer pra você!

=)

sábado, 18 de abril de 2009

Sobre uma queda...


Na madrugada após seu baile de formatura, Vera foi internada com múltiplas fraturas e rapidamente submetida a uma lavagem estomacal. Permaneceu inconsciente pouco mais de uma semana. A possibilidade de recuperação dividia as opiniões dos médicos. Numa sexta feira ela acordou e foi recuperando a fala e a memória em um processo que durou cerca de um mês. Permanece internada devido à fratura do fêmur esquerdo ainda em recuperação.

No hospital, após indagada sobre o que realmente acontecera naquela noite, ela contou que depois da festa, voltara para casa com uma leve dor de cabeça que aumentava a cada minuto. Tomou dois analgésicos que não fizeram efeito. Um tempo depois, tentou mais dois, ainda sem sucesso. A dor insistente não a deixava. A intensidade causava náuseas, então engoliu algumas pílulas de dramin e foi deitar. Não conseguia dormir, por isso tentou um relaxante muscular e depois alguns calmantes. Houve uma leve melhora. Mas tudo saiu realmente saiu do controle por causa de um carro que buzinava insistentemente na rua. Acordou assustada e caminhou com a cabeça dolorida até a janela, debruçando-se para ver de onde vinham as buzinadas.

A queda do terceiro andar fora causada pela incontrolável tremedeira, efeito do calmante. O fato de ela não ter conseguido se segurar no toldo do andar de baixo havia sido, segundo ela, certamente efeito do relaxante muscular.

Já quando indagada sobre como havia sido o baile de formatura, ela chorou compulsivamente por três horas.

domingo, 5 de abril de 2009

CONFLITO

Queria entender, Senhor, e não entendo,
essa dualidade em mim que me faz estranha....

Te quero inteiro, digno, honesto e quero que me abraces outra vez essa noite, como na noite passada. Quero ouvir e ler palavras doces. Quero teu amor por mim, forte e intenso como tem sido. Te quero verdadeiro e limpo. E quero ver em ti as maiores virtudes, como tenho visto. Quero ter orgulho ao dizer teu nome e poder citá-lo como meu melhor amigo. Quero confiar em ti e saber que sou pra ti especial e insubstituível. Quero colo e ombro. Quero paz e abrigo.

Mas tem essa outra mulher em mim.... E ela grita...

Quero que me assaltes com o maior insulto. Quero ser traída e ridicularizada. Quero derramar lágrimas no travesseiro enquanto dormes tranquilo após ter me usado. Quero te odiar por um segundo amargo. Quero achar numa gaveta uma carta de amor que não me pertença. Quero uma rival a minha altura e que me mereça! Quero temer perde-lo e por isso perder o sono. E não saber se me amas tanto.... Duvidar e ainda assim deitar a teu lado. Quero que me jures que trabalhou a noite inteira, e depois me faças sentir o gosto dela no teu corpo rigido, forçado em minha boca. Quero amar como louca. E sofrer como a mais pura criatura.

Não sei qual parte de mim planeja e qual fantasia.
Entrego a ti esse conflito...
Para que o use... com sabedoria.

domingo, 1 de março de 2009

Maldito Vinícius!


O amor é lindo!
Será?
Bom, nem sempre né? Quem me le bem sabe que não acredito em perfeição.
Outro dia, conversava com uma amiga sobre poetas, e ela me contou o quanto se encantava com Vinicius de Moraes.
Ela dizia:
- Nossa! Ta aí um homem que realmente entendia as mulheres!
E suspirava.

Eu baixei a cabeça tentando decidir se contava ou não pra ela sobre o que eu realmente penso desse “cidadão”
Pensei... pensei... mas como ela, suspirante, já declamava o manjadasso Soneto da Fidelidade, resolvi me calar.

Vinicius... Vinicius...

Vinicius casou-se nove vezes, e dizia que se casaria quantas vezes fossem necessárias. Também costumava dizer que o uísque era o melhor amigo do homem. É dele a frase tão celebrada por aí: “As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental”. Entretanto, vê-se pelas fotos do poeta, que ele mesmo não era exatamente o que se pode chamar de um ser humano vaidoso. É tido por aí como um homem que entendia as mulheres.

Bom, creio que ele realmente entendia o suficiente, de mulheres, e principalmente, de palavras.
E como poeta, é difícil escrever dele alguma critica negativa. Talvez possa-se dizer que ele passeava demais entre estilos, como alguém volúvel, incerto, ou simplesmente como quem não se compromete. Um odiador de rótulos? Pode ser. Um oportunista? Sabe-se lá! Mas mesmo eu, com toda minha relutância, não consigo negar: O cara era bom no que fazia!

O que me chateia é quando ele é amado por motivos... duvidosos....

Se se ama um cafajeste, diga-se: Ah, Vinicius! Aquele cafajeste! Como o amo!

Mas não se diga dele “Que romantico!!!!” “Que homem fiel e estável”

É claro que se pode discutir o sentido da palavra “romântico”, mas aí a historia é outra...

Eis que acordo bem. Tudo dá certo. Me sinto bela e jovem... sei que tenho todo o tempo do mundo. Transpiro hormônios e necessidade de aventuras. Sonho com um sedutor qualquer pra me tirar da rotina. Leio um poema de Vinicius. Levo na brincadeira. Sorrio. E saio de casa feliz.

Eis que acordo mal. O cabelo não vai pro lugar. Me preocupo com o futuro. Busco colo e estabilidade. Leio um poema de Vinicius e penso: Hoje seria o dia que esse filho da puta me daria um belo pé na bunda!

Concluo. Vinicius é definitivamente o meu cafajeste favorito.
Seus poemas são como lindos e bem construidos castelos... de areia.
Seus poemas são como um remédio pra dor de cabeça. Servem apenas em situações especificas. Não adianta tomar um Doril quando teu problema é náusea, ou cólica menstrual. Doril e Vinicius, só servem pra certos dias, certos humores... Fora disso te deixam na mão. E se você reclamar ainda te sorriem dizendo: Mas, querida, você sabia. Tava tudo na bula!

Bom, não contei pra minha amiga nada disso. Voltei pra casa. E escrevi um e-mail pra ela que copio aqui, pra todos os adoradores do “poetinha” (não é maldade minha não...era assim que ele era conhecido). E, direta que sou, escolho logo o Soneto da Fidelidade pra expressar o que eu entendo das palavras do Vinicius. Segue o e-mail

Querida xxxxxx,

Quando você recitou pra mim o Soneto da Fidelidade, confesso que fiquei em duvida se eu e você interpretamos o conteúdo da mesma maneira. Te conhecendo como conheço, me pareceu estranho que você, que louva os amores eternos, os casamentos bem sucedidos, fã número 1 de bodas de ouro e que busca pra ti, um romance sem fim, se encantasse justamente com esse grupo de quartetos e tercetos. Desculpe-me se eu estiver sendo obvia. E desculpe também a informalidade na interpretação.

Soneto da Fidelidade


De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

(Ou seja: Entenda, existem no mundo encantos maiores que o teu, mas eu serei bem zeloso e atento para que mesmo frente eles, eu ainda prefira você, com a ajuda de Deus!)

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

(Ou seja: Entenda, esse amor não será um mar de rosas. Existe um pesar e existe pranto! Vai ter aquele dia em que eu vou acordar e pensar: Que que eu to fazendo aqui com essa mulher?)

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

(Ou seja: Prepare-se. O fim de quem ama é ficar sozinho. Não me culpe quando isso acontecer com você. Você já foi avisada!)

Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Ou seja: Nosso amor vai durar só um verão, um peíodo, Não te prometo nada. Pra sempre é muito tempo, e eu tenho vários amores pra viver! Quando acabar, vê se se contenta com a lembrança do que tivemos. Eu certamente me contentarei. Que seja infinito APENAS enquanto durar!!! )

***
Eu sei, amiga... você deve estar se perguntando
Mas e quanto a “eu sei que vou te amar... por toda a minha vida eu vou te amar” – Isso também foi ele que escreveu.
Ah, eu sei... tem homem que fala tanta coisa por uma paixão... e para vive-la... “em cada vão momneto” e lógico “infinitamente, enquanto dure”.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Quando ele entra em mim...


Ela foi abençoada com esse dom. Ela sabe sentir dor com a expressão de quem passeia no parque. E sabe também encher o olhar de desespero, a ponto de causar piedade a um Dominador, ou prazer a um Sádico, sem estar sentindo um pingo de dor real. É pura desensibilização. Quando você aprende que não importa quanta dor você sentir em um momento, essa dor, eventualmente passa, você se torna alvo móvel e rápido. Quando você entende que se a dor for realmente insuportável, você desmaia e para de sentir, não há dor que te dobre. Há o que te fira, o que te mate, mas não o que te dobre. Então, você passa a ser uma pessoa perigosa. Você não é mais escrava das suas reações. Você não mais reage, e sim escolhe a impressão que quer passar... Em tudo. Quem controla a dor, controla tudo. Amor, carinho, raiva, medo, tédio, repulsa e paixão... nada é mais difícil de controlar e de forjar do que a expressão primária de dor.

Poder total. E ainda assim, corrompimento zero. Ter poder e ter sabedoria ao mesmo tempo... te leva a entender que não é conveniente, nem ético, usar de todo o poder que te cabe, ainda que por mérito. Manipular... é fácil. Ela tem plena convicção de que pode.
Mas então chega aquele que ela não quer dominar. Aquele com quem ela não ousa usar todas as armas que tem. Ele a vence porque sabe exatamente como causar nela esse desejo de não fingir e não forjar. Essa honestidade de admitir sua dor e sua verdade, mesmo que relutantemente, após uma batalha, que ela começa sem saber por que. O instinto felino a move e ela escapa, foge de si mesma e dele, arranha e fere. Até que ele a convence a guardar as garras e rastejar pra perto. E se enrolar em suas pernas. Ele a afaga e ela eleva o ventre que implora por toque. Ele a toca e ela escorre em seus dedos como gelo derretido. Ele a toma para si e a invade e ela se abre e se expõe para que ele a conheça, e a tenha, profundamente. Encaixe perfeito. Ela pode então fechar os olhos e sentir. Com ele, e só com ele, ela simplesmente...reage, se deixa levar. Não é isso a própria submissão, em uma de suas facetas mais complexas?


Carne dele, quente, que pulsa e se faz ainda mais rígida dentro dela. Carne dela, que capta o calor e a textura. Movimento que se intensifica e é transformado em prazer físico, inexplicável, indescritível. Ela o envolve e suga, ferozmente. Ele se impõe supremo, rompendo as barreiras, desafiando o atrito. Ela recua e ele a persegue, e se vinga em um impacto brusco. Ela dói e geme. E sente que ele é maior. Que se coloca até o fim do espaço que ela tem a oferecer. Ela teme. Esse temor a excita ainda mais. Ele navega em seu corpo, sem piedade e causa dor e desconforto... e também um prazer maior que tudo. Ela se move, projetando-se, oferecendo-se em impulsos. Seu corpo dança com o dele. Mais... e mais... Ela sente como se seu sexo derretesse. Como um choro que vem vindo até que explode. Desespero e alívio. O gozo sobe em ondas elétricas e caminha nela, corpo e mente. Os olhos se fecham e a cabeça é jogada para tras. Um sorriso se abre em seus lábios. Ela aos poucos volta a si. Ainda desnorteada. Ela quer agora virar de lado, abraçar seu cobertor e dormir tranqüila por alguns minutos. Mas ele continua... continua... E tudo volta. Eletricidade, prazer e dor.

Ele abandona o sexo dela e se força em um lugar ainda mais profano. Ela grita de dor e surpresa. E sente como se ele a violasse, abrindo espaço dentro dela, rasgando o corpo relutante, tomando posse, deixando claro que ele faz o que quer, como quer, onde quer, e que não há nenhuma parte dela que não o pertença. Ela aperta os olhos, já fechados. Ele continua a se mover dentro dela. E cada vez mais forte, mais fundo, mais rápido. A dor adquire uma nova dimensão. Dor e prazer. Inseparáveis. Como se unidos em uma nova sensação que não tem nome. Ele geme e a puxa pra si, se forçando nela, demoradamente.... E goza, e quanto mais goza, mais se empurra contra ela. As vezes ele ri um riso curto, e ela pensa “Eu simplesmente amo esse riso sádico que ele tem.”

Depois, ele demora pra sair dali... fica uns minutos observando como ela reage. Espera sua respiração voltar ao normal. As vezes ele brinca dizendo algo como “ Eu podia ficar aqui pra sempre”. Ela ri e diz “Olha, pra sempre é muito tempo...e isso dói!” - e faz cara de menina assustada. Ele ri e se retira dela... as vezes de uma vez.. as vezes aos poucos... Ela se sente molhada por dentro. Ele adormece. Ela fecha os olhos, aperta as coxas e fica sentindo...sentindo.... até adormecer.




=)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SOBRE INVEJA

Nunca conheci quem dissesse ser invejoso.
Quando alguém em um momento desconcertante nos relata seus defeitos, os crimes mais comuns citados são a preguiça, a timidez, a impulsividade, o orgulho. Os mais honestos as vezes corajosamente admitem seu egoísmo. Os que gostam de se vangloriar até ao listar seus defeitos, apelam, reclamando de serem “ingênuos”, “ bons para quem não merece”, ou de “perdoarem demais”. E os que agem como se não seu importassem com a opinião alheia a seu respeito, até mesmo se descrevem como arrogantes, frios, calculistas, cafajestes, promíscuos, mas invejosos não. Invejosos nunca.

E quando algum “caso raro” da vida exclama, após ouvir um amigo relatar uma vitória, algo como:
"Ai, que inveja!"
A pessoa, cercada por olhares acusadores, logo corrige
"Ah, inveja BOA, né? Que é isso! Não sou invejoso não!"

Também, pudera...

"Inveja – sentimento em que se misturam o ódio e o desgosto que é provocado pela felicidade, prosperidade de outrem. Desejo irrefreável de possuir ou gozar em caráter exclusivo o que é possuído ou gozado por outrem. "

O invejoso é um sujeito interessante. Ele vai caminhando bem, dentro do lícito em termos de sentimentos.. até que de repente... escorrega e caí de bunda no campo dos patifes! Porque, se você parar para pensar, não há mal nenhum em você querer obter também para si a mesma vitória que alguém que te cerca obteve. O problema é quando se deseja isso em CARATER EXCLUSIVO. O problema é quando não basta conseguir uma vitória. O ruim é quando alguém não consegue brincar em paz com o brinquedo que ganhou, até que ele, e somente ele, tenha um brinquedo tão legal!

Mas, mais interessante que o invejoso, é o que causa a inveja.
Nunca vi ninguém se morder porque o outro ficou doente e ele não. Se você namora com a pessoa mais insuportável do mundo, ninguém te inveja. Se você está vivendo um momento em que permanece recluso, calado, incerto, inseguro ... ninguém cria um profile fake do Orkut pra te invejar.


O objeto de inveja é sempre o que é próspero, o que é sólido, o que brilha e ilumina estrelas que, desprovidas de brilho próprio, refletem com violência a luz que recebem, na tentativa inútil de ofuscá-la. E sem querer, o invejoso, incapaz de controlar o objeto de seu desejo frustrado, o da mais força, o alimenta, o faz chegar a mais lugares, o projeta, o intensifica.

A inveja é na verdade, de certa forma, uma honra. Um elogio. Um alguém que te bate no ombro e diz: “Olha... o que você tem é tão legal, mas tão legal, que eu, de noite, não consigo dormir pensando o quanto odeio o fato de que você tem isso e eu não!”

As vezes o invejoso se excede e te diz: “Ah, farei de tudo, de tudo pra te destruir. Farei de tudo para que pessoas fracas caiam em minhas garras e desdenhem o que você tem, porque eu desdenharei... Ai, desdenharei! Ridicularizarei... Não medirei esforços pra te ferir em suas convicções, até que você se convença, porque EU te convenci, que teu sucesso não é tão grande, não vale a pena... e então EU tomarei o teu lugar.”


Acredite nas suas escolhas! Viva o que te agrada, o que te importa, o que te move. Não se deixe levar por opiniões alheias - elas nem sempre são o que parecem. Não vacile e não abra mão do que te é caro por que alguém te critica. Saiba que é impossível ser grandioso, sem provocar, mesmo sem querer, a fúria dos invejosos.

E se você é secretamente um invejoso, tente entender, no mundo há um lugar de destaque para você também. Busque o que é seu. Deixe passar o que não for...

=)




terça-feira, 13 de janeiro de 2009

FOTO DO MÊS - Janeiro



Nao podia faltar por aqui uma foto da Tâmara!
Marcas lindas dos 100 golpes de chicote longo, obra de Mistress Bela e Walkiria Schneider.
Quando ouvi falar, não acreditei... Mas tá aí a prova.

Amei ver as fotos. Escolhi essa para postar aqui, com a permissão da modelo, mas a que mais me chamou a atenção foi uma que mostra parte do rosto da Tâmara. Da pra ver na expressão essa mistura de dor e prazer que é a essência do masoquismo. Quem não viu e quiser ver, tem mais fotos desse momento no perfil do ORKUT da Mistress Bela.

Lindo, lindo, lindo...

E que vontade que dá...

=)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MEDO DE CORDAS


No MSN...

Ele: Está preparada pra amanha a noite?
Eu: hum rum... Sim, Senhor! Nasci preparada...rs
Ele: Ah é? Rs. E para que essa menina está pronta?
Eu: ah... Pra apanhar de novo.. O roxinho já está saindo...rs.
Ele: RS... Que bom saber. Mas quem foi que disse que é isso que eu vou fazer com você?
Eu: Ah... não sei... não é isso? Que vai fazer?
Ele: Não sei. Gosto de improvisar. Pode ser qualquer prática... spanking... velas.. agulhas...
Eu: hummmm rummmmmmmmmmm
Ele: Bondage...
Eu: Bondage? Com correntes?
Ele: Pode ser... ou cordas... não sei
Eu: ...

E meu mundo caiu. Todo mundo sabe que eu detesto cordas!
Ok, nem todo mundo sabe. Mas Ele sabe. Sabe muitíssimo bem.
E não é mero capricho...

Eu tenho medo de cordas.

Eu lido bem com a dor. Temos uma relação intíma de ao menos duas décadas, a dor e eu. Ela foi minha companheira por muito tempo. Ela me conhece. Eu a conheço. Nós nos amamos em nossos melhores momentos. E nos piores, nos suportamos muito bem! Ela me leva a lugares aos quais eu jamais chegaria sem sua companhia. E eu, por minha vez, dou a ela liberdade, de expressão, de movimento. Permito que a dor caminhe livremente no meu corpo e despeje sobre mim a sua Glória.

Mas eu nunca fui muito boa em lidar com a privação. Não gosto do que me restringe, do que me limita, do que me molda ou me reduz. Também não gosto do toque áspero das cordas. Um chicote, por mais cruel que seja, passa, deixa suas marcas, e se vai. As cordas ficam, insistem e nos obrigam a formar um vínculo com sua presença hostil em nossa pele macia. E nos roubam, pelo tempo em que permanecem, os movimentos, a força, tudo aquilo que nos possibilita e garante o controle. Eu sabia. Mais do que tudo, era isso. Eu pensava em minhas contradiçoes, enquanto olhava pra tela do computador.

Continuei conversando com meu Dono... Mas era como se um anjo pervertido e acusador ficasse do meu lado, tentando por em mim inúmeras dúvidas quanto ao meu papel. O anjo ria, e suas palavras vinham pontiagudas. Eu quase as podia ler em vermelho neon, em minha janela de MSN, duvidando do meu fetiche, ridicularizando minha entrega.

Eu: ai, Dono.. (Mesmo?). toma cuidado comigo! (Que falta de confiança). Eu tenho tanto medo de cordas... sabe como eu me sinto, né? (E você ainda se atreve a por uma coleira no pescoço?)
Ele: tavi, sou EU. Você me conhece. Eu não sou nenhum maluco, sou?
Eu: não, Senhor! (Tem Certeza??), Eu sei que não. Não é isso. (Mas é isso mesmo, não é?)
Ele: Relaxa. Deixa isso nas minhas mãos. Agora vamos dormir que já está tarde.

Demorei para dormir. E quando o sono veio, tive um terrível pesadelo.

Eu via cenas e fotos de bondage das mais diversas. Bondagetes amarradas até os cabelos passavam e riam de mim. Eu, de camisola, em uma caverna, corria pra fora. Eu olhava para trás e lá estavam Senhor Attila, Mr K Rock, O Amo e dezenas de cordas de todas os tipos e cores. Eles faziam em suas cordas nós dos mais diversos. Havia mais alguém ali. Eu não sabia quem era. Me virei um pouco mais e:

- Dono? Dono, o que o Senhor está fazendo aí? E porque essa corda tão grande em suas mãos, Dono?
- É para te prender melhor, minha menina...

Toca o despertador. Nunca fiquei tão feliz de ouvir esse som. Acordei assustada.

Tive um dia especialmente tenso.
Muita coisa pra resolver em pouco tempo. E enquanto eu me preocupava com as coisas práticas, eu dizia pra mim mesma, tentando me acalmar: tavi, Ele te conhece. Deve saber como você está. Ele não vai fazer isso com você essa noite! Se acalma.

Mas o anjo pervertido voltada e dava uma risada sem fim...

Chegamos por volta das 11 horas. Conversamos com amigos.
Dono tranqüilo. Despreocupado.
Eu pensando “Que bom! Que bom! Acho que ele já esqueceu dessa coisa de cena essa noite!”

Mas logo Ele disse em meu ouvido:

- Não pense que eu esqueci... Logo vamos brincar um pouquinho
Eu sorri.
- Ah, é... Que legal....

Ok. Eu assumo. Pensei seriamente em forjar uma dor de cabeça.
Mas sou muito orgulhosa pra isso!
Melhor apelar para a sedução...

Então eu... Bom, eu não devo contar aqui o que eu fiz...
Ele me puxou e disse em meu ouvido
- Não se preocupe. Depois da cena, quando a gente sair daqui você vai ganhar o que está querendo...

Depois da cena! Que droga! Ele disse Depois da Cena... Se fosse antes da cena, juro que faria de tudo para deixá-lo sem condições de amarrar um cadarço de coturno que fosse... Mas ele disse DEPOIS da cena. E eu tive que sorrir novamente.

Sabe quando você entra em um rolo grande? Sabe aquele exato momento em que você percebe que não tem mais como escapar de uma situação? O exato segundo em que seus lábios se abrem pra emoldurar o F da palavra “FUDEU”? Foi exatamente isso que eu senti. E Ele me olhou... E meus lábios se abriram. Mas eu não disse um palavrão. Disse algo muito pior. Eu olhei pra Ele nos olhos e disse simplesmente:

- Dono, me amarra?

Ele franziu a testa.

- O que você disse?
- Ai, Dono... Me amarra... Me amarra logo, por favor... Não consigo mais ficar esperando isso. Eu sei que vai fazer, então faz agora, por favor. Eu não agüento mais essa tensão. Eu quero que acabe logo. Me amarra, Dono. Por favor!
Ele riu.
- tavi, eu não ia fazer isso hoje.

Senti alívio.
Durou menos de dez segundos... Logo ele completou:

- Mas já que você me pediu isso, eu não vou deixar passar o momento. Eu sempre digo que sub morre pela boca, não é?
- Mas... Dono...

Ele abriu a mala para escolher a corda a ser usada. Eu acho que escolheu uma corda preta, mas não posso garantir. Os momentos que se seguiram foram de certa confusão mental pra mim.

Meus braços foram a primeira parte a ser envolta por cordas. Cruzados nas costas... As cordas passando por mim.. .Fazendo barulho... O terrível barulho de cordas passando por mim. Algumas pessoas entraram no Dungeon. Eu não queria parecer dramática. Mas meus olhos se fechavam. Eu simplesmente não conseguia mantê-los abertos por muito tempo. E quando os abriam, eu via pequenos flashes do que acontecia. As mãos do Dono trabalhando de forma prática e eficiente. Seu rosto, concentrado, sua expressão dura indicando que não era hora de interrompê-lo. Era hora de confiar. Era hora de contrariar a todos que não acreditavam que me fosse possível esse tipo de entrega. Hora de por o anjinho acusador pra dormir e de viver o meu fetiche, por mais contraditório que fosse. Por mais surpreendente que ele fosse até pra mim.

Dono me olhou.. Tocou minhas mãos.
- Tudo bem?
Acenei que sim.
- Eu vou continuar. Vou trabalhar na teia mais um pouco. Se você sentir algum desconforto grande, me deixe saber.
- Sim, Senhor – respondi prontamente.
Ele então sussurrou pra mim
- tavi, Sou Eu. Fica tranqüila.

Ele continuou.
E então eu entendi finalmente o que algumas pessoas diziam sentir ao serem amarradas. Por um momento as cordas eram parte dele. Elas não me ameaçavam mais. Cuidavam de mim. Me abraçavam e me acolhiam. Me passavam segurança. Ele seguia e eu sentia seu toque no meu corpo, imprevisível, enquanto ele me desenhava a pele com as cordas macias. Eu não podia falar. Ele escolhia o caminho que elas fariam em mim. Ele escolhia a força da pressão que elas fariam em cada parte do meu corpo. Ele escolhia. Ele escolhia... Por alguns minutos mágicos que eu não sei precisar quantos foram, eu estive total e completamente entregue a Ele. Eu, vulnerável, dependente... Eu, já em um estado de consciência levemente reduzida. E Ele mais forte e confiante do que nunca. Fazendo o que sabe fazer. Com a precisão e talento que lhe são naturais. Ele em seu lugar. Eu em meu lugar. Por alguns momentos, indubitavelmente.

Depois veio a cera quente derramada em meu corpo aprisionado... E meu sorriso. Meu corpo molhado de tensão e prazer escorregava pelas cordas e eu pouco a pouco recuperava minha sutil arrogância e essa vontade que eu tenho de desafiar. Voltava a masoquista esnobe que se soltava das cordas enquanto ele pingava cera sobre mim. Com certo orgulho, me livrei dos nós e ví, vitoriosa, as cordas caírem a meus pés. Ele riu. Eu sorri. A cena havia sido boa pra nós dois. Ganhei um adorável banho de cera. Saí me sentindo nas nuvens... Esgotada, entrei no carro.

No quarto, depois de um banho quente, me joguei na cama... Virei de lado... Abracei um travesseiro...
Dono se aproximou lentamente...
- Agora sim podemos brincar daquele jeito...
Eu ri... e disse:
- Agora também não quero! To cansada.. . Quero dormir...

Mas é lógico que enquanto eu falava, já me movia na cama... Ficando de bruços... Deixando as pernas entreabertas... Olhando pra Ele como quem faz um convite... Mas meu discurso permanecia firme:
- Não quero! Não estou em condições...

Eu simplesmente adoro essas vezes em que Ele não dá a mínima pra o que eu digo!

tavi